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Febre do Oropouche
Você conhece?

As arboviroses – doenças causadas por vírus transmitidos por artrópodes, como os mosquitos – têm ganhado destaque, nos últimos anos, pelo número de casos registrados no Brasil. A introdução e disseminação do vírus chikungunya a partir de 2013 e do vírus zika em 2015, o surto de febre amarela desde 2017, além das conhecidas epidemias de dengue, são exemplos da importância que as arboviroses ganharam no campo da saúde pública.

Em meio a esse cenário, está o arbovírus oropouche, causador da febre do oropouche, cujos casos têm sido acompanhados com atenção pelo seu potencial de alastramento no território brasileiro. Em julho do ano passado, dois casos foram identificados na Bahia pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em dezembro de 2017, mais um caso foi registrado, envolvendo um indivíduo de Salvador. Por isso, ações de vigilância, prevenção e estratégias de controle do vetor foram colocadas em prática.

Esse vírus é transmitido principalmente pelo mosquito da espécie Culicoides paraensis, conhecido como maruim, e já foi identificado na espécie Culex quinquefasciatus, a muriçoca ou pernilongo. Outros insetos, como alguns mosquitos do gênero Aedes também podem transmitir o vírus.

Sintomas – Os principais sintomas da doença são febre e dor de cabeça, seguidos de dor nas articulações, calafrios e náuseas, o que permite que seja confundida com outras doenças como a dengue. Entretanto, alguns sintomas são característicos, como fotofobia (sensibilidade à luz), dor nos olhos, e tonturas. Também provoca diarréia, bronquite, sensação de queimação no corpo, podendo evoluir, em casos mais raros, para meningite.

A duração dos sintomas varia de cinco a sete dias, com possibilidade de retorno dos sintomas após sete a 14 dias do final da primeira manifestação. Semelhante a outras arboviroses, o tratamento da febre oropouche é voltado para o alívio dos sintomas.

Descoberto em 1955, o vírus oropouche já se fazia presente na América do Sul e Central. No Brasil, os registros de casos da doença existem desde a década de 1960. Epidemias já foram observadas no Pará, Acre, Maranhão, Tocantins e Rondônia. Hoje, a febre oropouche é comum nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, principalmente no interior do Pará.