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Hanseníase
Estigmatizada, tem cura

Doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase – conhecida como lepra – atinge principalmente a pele e os nervos de pessoas de qualquer sexo, idade ou classe social. Embora carregue historicamente um estigma social, por seu potencial incapacitante, relacionado às deformidades físicas, a hanseníase tem cura.

Antes mutilante e incurável, era motivo de rejeição e discriminação dos doentes, que eram afastados de suas famílias e do convívio em sociedade. Hoje, já se sabe que a doença pode ser tratada, evitando-se, assim, as diversas deformidades que pode causar no corpo. Dormência nos pés, manchas ou placas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, caroços avermelhados ou castanhos são sintomas da doença, assim como a diminuição ou perda da sensibilidade à dor, ao calor e ao tato em áreas do corpo.

A transmissão da hanseníase se dá pelo contato próximo e prolongado com pessoas doentes sem tratamento, pelo ar. A hanseníase não é transmitida por aperto de mão ou abraço. O seu tratamento é gratuito, disponível em todas as unidades de saúde, por meio de uma combinação de medicamentos. Quanto mais rápido for o diagnóstico, mais fácil será o tratamento.

Uma das doenças mais antigas que se tem registro na história, a hanseníase acomete pessoas em todo o Brasil, de Norte a Sul. Por ter alta endemicidade, torna-se difícil interromper a cadeia de transmissão da doença. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 143 países e territórios reportaram casos da doença em 2016. Do total de 214.783 novos casos, o Brasil está na segunda posição, com 25.218 (11,7%), e a Índia com 135.485 (63%) do total.

Apesar da colocação desfavorável do Brasil, se comparado a outros países, o governo brasileiro tem se esforçado no controle da doença nos últimos anos. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostra que, de 2007 a 2016, houve uma redução de 37,1% no número de novos casos de hanseníase, passando de 40.126 no ano de 2007, para 25.218 em 2016.