Tel.: (71) 3217-8600 / e-mail: ouvidoriahs@prodalsaude.com.br

Ser doador de órgãos? Tire suas dúvidas

Paciente com a fita símbolo da doação de órgãos

A doação de órgãos e tecidos ainda provoca reações contraditórias. O ato de doar é um gesto de solidariedade e amor à vida, mas envolve questões delicadas, como fatores religiosos, crenças, valores individuais e relações familiares.

Segundo a coordenadora de Serviço Social do Hospital do Subúrbio, Simone Alencar, o acolhimento e o bom atendimento do paciente e sua família no ambiente hospitalar favorecem positivamente a tomada de decisão quanto à doação. No entanto, ela ressalta que os maiores impedimentos para a doação de órgãos e tecidos são o aspecto religioso e a falta de diálogo na família em relação ao assunto, o que leva familiares a negarem a doação por desconhecerem a vontade do paciente, que não foi expressa em vida.

Se você tem dúvidas sobre a doação, veja as explicações abaixo* e aproveite para refletir sobre o assunto.

O que preciso fazer para ser um doador?
Para ser um doador, no Brasil, você não precisa deixar nada por escrito, em nenhum documento. Muitas pessoas acham que é preciso registrar a opção de doador de órgãos na carteira de motorista, mas isso não é necessário. Basta conversar com a sua família sobre o seu desejo de ser doador. A doação de órgãos só acontecerá após autorização familiar.

Quem pode doar e como posso ser doador?
Todas as pessoas são doadoras em potencial, entretanto antes da doação são avaliadas as condições clínicas do potencial doador e realizados exames para evitar a transmissão de doenças para o receptor do órgão ou tecido. A doação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização por escrito da família.

Quais são os tipos de doador?
Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parente, só com autorização judicial. Doador falecido: são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de dano cerebral irreversível, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?
Sim. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos diferentes examinam o paciente, sempre com comprovação de um exame complementar, que é interpretado por um terceiro médico. Não existe dúvida quanto ao diagnóstico.

Quais órgãos e tecidos podem ser doados?
Rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, pele, córneas, ossos, válvula cardíaca, tendões e medula óssea. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.

Para quem vão os órgãos?
Os órgãos vão para pacientes que tenham determinada doença sem possibilidade de cura por outros tratamentos e que tenham indicação para transplante e estão aguardando em lista única. O transplante é uma cirurgia que substitui um órgão ou tecido doente por um órgão ou tecido sadio de um doador.

Após a doação, o corpo do doador fica deformado?
Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

*Informações do Ministério da Sáude e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia.